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Compliance Como Forma de Mitigar Litígios e Aumentar a Credibilidade Empresarial

Por Roberta Cunha Marinho INTRODUÇÃO Muito se fala em compliance no âmbito empresarial corporativo, mas ainda é preciso difundir e popularizar seu conceito e importância numa organização. Originada do verbo inglês “to comply”, que significa cumprir, entende-se por compliance “o conjunto de disciplinas a fim de cumprir e se fazer cumprir as normas legais e regulamentares, as políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio e para as atividades da instituição ou empresa, bem como evitar, detectar e tratar quaisquer desvios ou inconformidades que possam ocorrer” 1 Assim, o compliance visa manter a conformidade de uma empresa, zelando para que as leis e regras criadas para aquele modelo de negócio sejam estritamente cumpridas, evitando sanções legais, prejuízos financeiros e o mais importante, a perda da credibilidade empresarial. Dentre as diversas vertentes que o compliance pode ter, a jurídica é a que mais tem se destacado, pois garante que o negócio esteja adequado à lei, seja em questões trabalhistas, ambientais, tributárias ou consumeristas, por exemplo. COMPLIANCE JURÍDICO No momento em que o Judiciário está assolado de ações, que buscam o cumprimento de inúmeros direitos que são por vezes não observados pelas empresas, é de suma importância o compliance jurídico, para a análise dos riscos jurídicos presentes em uma determinada organização, identificá-los e reduzi-los, através de práticas jurídicas preventivas, trazendo segurança para contratantes e fornecedores. Em suma, o compliance jurídico busca o cumprimento de leis aplicáveis ao negócio, dos regulamentos internos da empresa aplicáveis à administração do negócio, seus colaboradores e clientes. Ignorar o compliance jurídico acarreta o aumento de demandas judiciais, com consequentes condenações e pagamento de indenizações, infrações administrativas e o pior, a perda da credibilidade empresarial. COMPLIANCE COMO FORMA DE REDUÇÃO DE CONFLITOS JUDICIAIS Imaginemos que uma empresa possui muitas demandas judiciais, por vezes até por causas repetitivas (como acontece em contencioso de massa) e, por via de consequência, muitas condenações a serem pagas a fornecedores e clientes, o que causa grande impacto financeiro. Imagine, ainda, que cada experiência que uma pessoa física ou jurídica tem com essa empresa repercute em redes sociais e mesmo no burburinho gerado no meio empresarial, abalando a sua reputação corporativa. 1 Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Compliance Esta empresa hipotética está fadada ao insucesso, a longo prazo, seja por quebra financeira, ausência de fornecedores ou ainda por desinteresse em contratar seus produtos e/ou serviços. Como reverter essa situação? É nesse momento em que surge o compliance para traçar metas, sejam elas de curto médio e longo prazo, para reduzir os conflitos, gerenciando os riscos legais. O compliance nesse caso é exercido por advogados, que compreendam a cultura da empresa, com conhecimento nas leis atinentes ao negócio e suas constantes alterações, domínio das regras que envolvem os contratos, com espírito mediador, sendo um grande aliado no funcionamento e crescimento do negócio, auxiliando nas tomadas de decisões. Baseado nos três pilares básicos, quais seja, detectar, corrigir e prevenir, a implementação do compliance deve seguir alguns passos, para que se obtenha a mitigação dos litígios: 1- Análise dos riscos: Deve-se analisar quais as “dores” jurídicas da empresa naquele momento, as demandas que mais a impactam e qual a causa das mesmas. É de suma importância ouvir os colaboradores, gestores, diretores eadministradores daquele negócio para entender a razão da repetição do ato em desconformidade. Sabendo o fato gerador é possível racionalizar meios de combatê-lo, traçando estratégias de soluções de conflitos. 2- Criação de regras visando a mitigação dos riscos – Código de Conduta: definidas as “dores” da empresa, necessária a criação de normas, baseadas na legislação vigente e nos tramites internos da organização, que nortearão toda a operação do negócio da empresa, normas estas que devem ser objetivas, claras e de fácil entendimento a todos os colaboradores, sempre visando a prevenção de disputas. Aqui também se inclui a revisão dos contratos, adequando-os às novas normas estabelecidas. 3- Criação de canais de comunicação: Tendo como foco o fortalecimento da cultura organizacional positiva é de suma importância a comunicação entre todos os colaboradores. Para isso, uma empresa deve abrir canais de comunicação e denúncias, bem como averiguar os fatos trazidos ao seu conhecimento, de modo a não expor àquele que denuncia. 4- Utilização do background check: Trata-se de uma verificação onde é possível analisar as pessoas com as quais se relacionará contratualmente, analisando o seu histórico de modo a não afetarem negativamente o negócio. Essa checagem também pode ser feita em questões judiciais com o intuito de verificar, por exemplo, se um determinado autor possui diversas demandas judiciais contra empresas por fatos semelhantes ou a verdade falseada ou até mesmo se um advogado está em prática predatória (várias demandas contra uma única empresa ou segmento empresarial). Atualmente, esta análise é feita de forma rápida e através de captação de dados obtidos por processos informatizados. 5- Auditorias externas e internas: Continuamente deve-se verificar se as normas definidas estão sendo cumpridas, bem como verificar a existência de novos riscos. 6- Treinamento, conscientização e revisão Regular: Com o resultado das auditorias, os colaboradores devem ser treinados constantemente, inclusive com ferramentas de automação que garantirão a segurança no cumprimento das normas estabelecidas, sejam identificando e/ou corrigindo as falhas. 7- Implementação de outras formas de mitigação de conflitos: Para os casos em que o conflito está instaurado, pode-se valer, dentro das estratégias anteriormente traçadas, da utilização de campanhas de acordo (pré ou pós judicial), mediação empresarial ou ainda arbitragem. BENEFÍCIOS DO COMPLIANCE Instituídas o compliance, sendo estas seguidas conforme delimitadas, surgem benefício que previnem as disputas, mitigam os conflitos e elevam a credibilidade empresarial. Dentre os principais benefícios podemos citar: 1- Redução de riscos e falhas; 2- Redução de demandas judiciais e/ou redução das condenações que acarretam prejuízos financeiros, acarretando o aumento da eficiência nos negócios pactuados; 3- Aumento da possibilidade de novos negócios, diante da boa reputação da empresa no cenário jurídico; 4- Controle dos processos internos com rápida identificação e solução de possíveis novos riscos; 5- Construção de cultura organizacional capaz de projetar o crescimento da empresa. CONCLUSÃO A implementação do compliance jurídico é

Gestão de Contencioso: Mitigar Litígios e Gerenciar Conflitos Jurídicos de Forma Eficiente e Estratégica

De início, é importante esclarecer que termo contencioso representa tudo o que possa ser objeto de contestação, conflito de interesses e litígio. Trata-se de uma disputa que é levada ao Poder Judiciário para que seja decidida por um Juiz de forma definitiva. Um exemplo clássico é quando a empresa demite um funcionário. Esse fato (demissão) envolve pelo menos duas partes: o empregado e o empregador. Quando uma dessas partes decide discutir judicialmente a demissão e a outra o contesta, configura-se, então, o contencioso. Por isso, o processo deve ser gerenciado de maneira eficiente por uma equipe jurídica especialista. Nesse sentido, a gestão de contencioso é uma prática adotada dentro de determinadas empresas com o objetivo de prevenir demandas judiciais e resolver conflitos jurídicos de forma estratégica, através de um controle e organização de eventuais demandas judiciais ou daquelas já existentes dentro da empresa. O fato é que qualquer empresa está sujeita a ações judiciais, independente do seu porte ou ramo de atuação. Logo, investir na gestão de contencioso é uma maneira de se preparar quando se depara com um litígio. No entanto, a gestão de contencioso vai além da defesa nos processos judiciais. O papel de um departamento jurídico, por exemplo, é não apenas obter uma sentença favorável para a empresa, mas evitar a perda de prazos, evitar a ausência da apresentação de documentos relevantes, identificar e evitar praticas que provoquem ou permitam falhas, trazer soluções administrativas, impedindo o ajuizamento de uma ação judicial etc. A gestão de contencioso também inclui uma atuação eficaz nos casos pendentes, incluindo a negociação de acordos e a representação legal em caso de litígios. Outro ponto fundamental é o estudo do histórico de conflitos dentro da empresa a fim de evitar litígios desnecessários e que não terão chance de êxito. Isso é possível pela identificação e avaliação de riscos jurídicos, bem como a implementação de medidas preventivas. Outra vantagem da gestão de contencioso é a rapidez e eficiência na resolução de conflitos. Com uma equipe de especialistas em contencioso, é possível garantir uma resposta rápida e eficiente às ações judiciais, o que certamente diminui os danos causados pelo conflito e aumenta as chances de sucesso da empresa na solução do caso. Conforme dito acima, a gestão de contencioso também atua de maneira preventiva. Isso se dá através da identificação e gestão de riscos jurídicos, com a adoção de medidas para evitar eventuais conflitos e litígios futuros. Veja exemplos de tais medidas: Desse modo, a efetiva adoção da gestão de contencioso em empresas através de profissionais especializados gera os seguintes benefícios: A gestão de contencioso também exige um olhar atento aos processos internos, a fim de otimizar a rotina, identificar e corrigir falhas que podem levar a conflitos judiciais. Uma das consequências diretas é o aumento da eficiência e produtividade. Importante lembrar que, embora a empresa disponha de um setor jurídico, a busca por profissionais especializados em gestão de contencioso é fundamental para um bom desempenho nas relações contenciosas, pois se trata de uma área que exige expertise. Cabe esclarecer ainda que a gestão de contencioso também pode ser aplicada em setores além do jurídico de uma empresa, como por exemplo: Se os advogados costumam ter dificuldade em obter contratos, notas fiscais e outros documentos necessários à ação judicial por exemplo, é preciso focar na organização do setor responsável por eles para tornar esse procedimento mais fácil no futuro. Todos os setores de uma empresa funcionam de maneira interligada e, para obter o máximo de sucesso na gestão de contencioso, é importante que todos os setores estejam bem organizados e dialogando entre si. O escritório Miceli Sociedade de Advogados auxilia os seus clientes com os meios alternativos para solução de conflitos e, mais importante, a prevenção de conflitos. Apoiados por uma estratégia eficaz, boas práticas e documentos jurídicos que sustentam a defesa de direitos e a minoração de riscos judiciais e financeiros, aliamos o entendimento aprofundado do negócio do cliente com a extrema atenção aos detalhes fáticos e jurídicos.

Superando Desafios de Inclusão na Educação: Conformidade Legal e Políticas Inclusivas

Por: Ana Clara Cunha de Moraes A Educação Inclusiva é um direito fundamental de todos os alunos, independentemente de suas necessidades especiais. Para que as escolas alcancem esse objetivo, e essencial que estejam em conformidade com as leis de inclusão. No entanto, a implementação dessas políticas pode apresentar desafios significativos. A chave para superar tais desafios esta na integração escolar e no suporte adequado aos alunos. As leis de inclusão não apenas estabelecem direitos dos alunos, mas também demandam inovação educacional por parte das instituições. É crucial que as escolas estejam atualizadas com a legislação educacional e adaptem suas práticaspara atender às necessidades de cada aluno. Investir em programas de formação para professores e equipe escolar é fundamental para garantir uma abordagem inclusiva e eficaz. Além disso, a colaboração com pais, especialistas em educação especial e comunidade em geral é essencial para criar um ambiente de aprendizado verdadeiramente inclusivo. Em resumo, a superação dos desafios de inclusão na educação requer um compromisso firme com a conformidade legal, a implementação de políticas inclusivas, o suporte adequado aos alunos e a busca constante por inovaçãoeducacional. Somente assim as escolas podem garantir que todos os alunos tenham acesso a uma educação de qualidade, independentemente de suas necessidades especiais.

Implementando o Ensino Híbrido: Adaptação às Novas Regras Legais na Educação

Por: Louise Carvalho de Almeida Com o advento da educação pós-pandemia, o ensino híbrido emergiu como uma abordagem flexível e eficaz para atender a s necessidades dos alunos em um ambiente educacional em constante evolução. No entanto, para que as instituições de ensino dominem essa nova forma de ensino, é imperativo que estejam em conformidade com as regulamentações educacionais vigentes. O ensino híbrido combina elementos do aprendizado presencial e remoto, exigindo uma cuidadosa consideração das novas regras legais para garantir sua implementação eficaz. Isso inclui o desenvolvimento de modelos de ensino queatendam às exigências de conformidade legal, enquanto aproveitam as oportunidades oferecidas pela inovação educacional e pela tecnologia. Para garantir a conformidade legal, as instituições devem estar cientes das legislações de educação relevantes e ajustar seus planejamentos escolares de acordo. Estratégias de ensino inovadoras devem ser desenvolvidas com base nas diretrizes legais, ao mesmo tempo em que incorporam ferramentas de tecnologia educacional para promover a eficácia do ensino híbrido. Um planejamento escolar meticuloso, que leve em consideração as necessidades dos alunos, a legislação educacional e as estratégias de ensino, e essencial para o sucesso do ensino híbrido. Ao adotar uma abordagem proativa e estratégica, as instituições podem dominar o ensino híbrido, oferecendo uma educação de qualidade que seadapte às demandas do mundo contemporâneo.

Resposta à Crise: Guia de Gestão de Crises e Conformidade Legal para Instituições Educacionais

Por: Ana Clara Cunha de Moraes A gestão de crises se tornou uma habilidade crucial para as instituições educacionais, especialmente em face de eventos como pandemias e emergências de saúde pública. Para lidar eficazmente com essas situações, é essencial que as escolas estejam em conformidade com as regulamentações legais e adotem medidas proativas de planejamento de contingência. A conformidade legal é um elemento fundamental da resposta a crise, pois as instituições educacionais devem operar dentro das diretrizes estabelecidas pelas autoridades governamentais. Isso inclui o cumprimento das legislações deemergência e a adesão aos protocolos de segurança estabelecidos para prevenir a propagação de doenças e proteger a saúde e o bem-estar de alunos, professores e funcionários. O planejamento de contingência desempenha um papel crucial na preparação para crises, permitindo que as escolas respondam de forma rápida e eficaz a situações emergenciais. Isso envolve a criação e implementação de protocolos de segurança claros, que abordem questões como evacuação, comunicação de emergência e continuidade do ensino em ambientes virtuais. Além disso, as instituições educacionais devem estar cientes das diretrizes governamentais em relação à saúde pública e seguir as recomendações das autoridades de saúde para prevenção de doenças e controle de surtos. Em resumo, a resposta à crise requer uma combinação de conformidade legal, planejamento de contingência e ação proativa para garantir a segurança e o bem-estar de todos os envolvidos na comunidade escolar. Ao adotar uma abordagem estratégica e colaborativa, as instituições educacionais podem se preparar para enfrentar desafios emergenciais e manter um ambiente seguro e saudável para o aprendizado.

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