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Escolarização do Autista

Introdução

Sabe-se que uma das maiores adversidades de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) é a dificuldade que muitos vivenciam de manter uma relação de socialização com outras pessoas.

Nesse sentido, é importante destacar que as escolas oferecem a crianças com autismo uma certidão de pertinência ao proporcionar-lhes o lugar de “estudantes”. Assim, mesmo com todo impasse que possa aparecer no caminho, os educadores procuram sempre apostar em um ambiente saudável e diferenciado, de modo que todos possam ter uma educação igualitária.

Contudo, sabe-se que não é uma tarefa fácil inserir os estudantes autistas no meio escolar quando estes são imunes ao estabelecimento do laço e do contato social. De fato que nem todos os estudantes com esse diagnósticos possuem os mesmos sintomas, mas quando é uma criança não verbal, que não são chegadas a trocas sociais, tudo se torna mais difícil, tanto para o educador quanto para o aluno.

O trabalho de escolarização das crianças com autismo exigirá dos professores certo cuidado e trabalho redobrado quando se trata de ensino e aprendizagem. É necessário que haja um olhar diferenciado da parte dos tutores, vez que é um grande desafio ensinar aqueles que não demandam o saber.

Pois bem. A inclusão de alunos com TEA requer transformações importantes, sobretudo na maneira como os educadores veem esses alunos, entendem o próprio papel e concebem a relação com o saber e o conhecimento. É preciso que seja questionado, dentro das escolas, se as instituições são possibilitadas de tornar aquela criança uma estudante, de maneira a repensar suas práticas de desenvolvimento e instaurar novas formas de aprender.

Não existe uma receita para ensinar crianças com autismo, pois cada uma reage de um jeito a uma mesma proposta pedagógica, por exemplo. Para ensinar, portanto, o professor não precisa ser especialista no transtorno. O recomendado é que se procure conhecer todos os alunos de forma individual e se perceba como cada um aprende.

É importantíssimo tomar a criança como aluno, apostar em suas possibilidades, incluindo a dimensão do sujeito psíquico, e não exclusivamente a da capacidade cognitiva como organizadoras do campo das aprendizagens, abrindo espaço para que novas formas de aprender e ensinar sejam viabilizadas no contexto escolar.

Para um trabalho adequado, o educador precisa sempre buscar e manter contato visual do aluno com autismo, estimulando a comunicação, mediando brincadeiras entre os alunos, utilizando uma linguagem simples e clara, bem como usufruindo de recursos como músicas, livros, pinturas e brincadeiras educativas observando o interesse da criança, buscando sempre recursos que facilitem a aprendizagem.

Educar o aluno autista é acolher as suas necessidades mais básicas até as mais elaboradas, indo muito além da educação formal, sendo necessária uma contribuição para que todas as capacidades sejam contempladas.

Dessa maneira, além de trazer a realidade do aluno para dentro da sala de aula, é necessário que sejam trabalhadas situações, nas quais o aluno possa raciocinar, avaliar, refletir e principalmente evoluir. Estudos como os de Camargo e Bosa (2009)Lemos, Salomão e Agripino-Ramos (2014)Nunes e Araújo (2014) enfatizam a importância da participação da criança com autismo em contextos sociais que possibilitem a interação com outras crianças da mesma faixa etária. Esse é um caminho para ampliar as suas capacidades interativas. A convivência proporciona modelos de interação e oportunidades de vivenciar uma variedade de situações.

Considerações Finais

Sendo assim, o presente trabalho mostra a importância da escolarização na vida de uma criança autista. Entretanto, são poucas pessoas que não frequentam a escola por conta de seu diagnóstico e o Estado não oferece nenhum tipo de apoio a essa população. Além disso, os alunos possuem acesso a serviços de educação, mas a sua permanência no sistema de ensino é incerta.

Desse modo, o educador deve considerar que a escola também necessita de um planejamento e que o espera do professor na escolarização de pessoas com esse diagnóstico, de maneira a prestar todo apoio necessário à evolução dessas pessoas.

Referências

PAPIM, Angelo Antonio Puzipe; SANCHES, Kelly Gil. Autismo e Inclusão: levantamento das dificuldades encontradas pelo professor do atendimento educacional especializado em sua prática com crianças com autismo. 2013, 84 p. Monografia (Especialização) – Centro Universitário Católico Salesiano.

UCHÔA, Yasmim Figueiredo. A criança autista na educação infantil: desafios e possibilidades na educação inclusiva. 2015, 40 p. Monografia (Especialização) – Universidade Estadual da Paraíba.

SILVA, Sandra Francisca da; ALMEIDA, Amélia Leite de. Atendimento Educacional Especializado para Aluno com Autismo: Desafios e possibilidades. INTL. J. of Knowl. Eng., Florianópolis, v. 1, no 1, p. 62-88, 2012.

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