A moeda digital é uma modalidade de dinheiro que ganha vida através de uma sequência de código criptografada. É utilizada especificamente na internet, portanto, é necessário algum dispositivo com internet para poder efetuar sua emissão, realizar compra na internet ou até mesmo serviço.
O Bitcoin é a moeda digital mais comum, foi criada por Satoshi Nakamoto o qual define que “bitcoin é simplesmente um dinheiro eletrônico de ponto a ponto”. No entanto, é uma criptomoeda descentralizada, que não há governo ou país no controle e suas transações são feitas pelos usuários da criptomoeda, não tendo um Banco ou instituição que as regulem, o que a torna o investimento um tanto quanto arriscado, visto que não há nada legalizado e registrado, suas operações acontecem sem uma lei específica.
O Bitcoin é tão comum no meio digital que já foi até mencionado pelo Prefeito do Rio de Janeiro, na conferência Rio Innovation Week, a pretensão em destinar 1% do tesouro da segunda maior cidade do Brasil em bitcoin. Em breve o cidadão da Cidade Maravilhosa vai poder pagar impostos em Criptomoeda, como IPTU. A criptomoeda já é utilizada em alguns lugares do mundo, justamente por ser descentralizada.
Pedro Paulo, Secretário de Finanças do Rio de Janeiro afirma
“Estamos estudando a possibilidade de quitar impostos com desconto adicional se pagar com bitcoins. Você pega o desconto da cota única de 7% (do IPTU), e vira 10% se pagar em bitcoin. Vamos estudar o arcabouço jurídico para fazer isso”
O Banco Central do Brasil está querendo implementar a moeda digital para circular em todo o território nacional, o qual seria o Real Digital. No Brasil, o BC vem acompanhando o tema há alguns anos e em agosto de 2020 organizou um grupo de trabalho, constituído pela Portaria nº 108.092/20, para a realização de estudos sobre a emissão de uma moeda digital pela instituição.
O Real Digital tem grande apoio do Ministro Paulo Guedes que acredita que Real deve ser a moeda oficial das nações da América Latina, assim como o euro é a moeda que circula no grupo de países europeus que integram a União Europeia.
O Ministro ainda defende que em breve não terá tanta circulação de dinheiro físico devido as inovações tecnológicas que a tecnologia blockchain trouxe à tona, aumentando ainda mais a necessidade de se ter uma única moeda para o bloco da América Latina.
“Daqui a quatro, cinco anos, vamos ter uma moeda digital, blockchain, ninguém usando dinheiro vivo. Como na China, todo mundo [pagando] com celulares”
“Daqui a alguns anos, haverá seis ou sete moedas relevantes no mundo, e as outras vão desaparecer por irrelevância. Mesmo os cidadãos dos países que as usam vão abandoná-las”
A expectativa é que em 2024 o Brasil lance a sua moeda digital.
Ademais, é mister apontar que a grande diferença entre o Real Digital e as criptomoedas é que aquela é uma CBDC (Central Bank digital currency), ou seja, moedas digitais que são criadas por bancos centrais, é centralizada, ao passo que as criptomoedas são ativos arriscados, por não serem regulados por Banco Central.
Muitos países já tem a sua CBDC (Central Bank digital currency), a China a exemplo tem a Yuan digital ou e- CNY, que circula nas grandes metrópoles, por ser uma CBDC a moeda não é descentralizada, isto é, o controle de emissão dela é feito inteiramente pelo Banco do Povo da China, assim, como o Banco Central Brasil destinará a controlar o Real Digital.
O avanço da CBDC permite:
- Pagamentos e transferências entre pessoas e empresas sem depender de uma instituição financeira ou Fintech.
- Redução do uso de dinheiro em espécie
- Maior controle do Banco Central na circulação da moeda, evitando fraudes bancárias.
- Regras de uso do dinheiro, impostas pelo próprio usuário, ou através de mecanismos programáveis, os smart contracts.
- O estímulo à inovação e à concorrência no ambiente digital
A verdade é que a moeda digital não é o futuro, é o presente. Você está no passado ou no presente?
Fonte:
Agência Senado- https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2021/08/30/projeto-de-real-digital-sera-discutido-pela-comissao-de-ciencia-e-tecnologia