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Responsabilidade das instituições financeiras em casos de boleto fraudado

Quem nunca disse em algum momento da vida adulta “tenho saudades de quando a minha única preocupação era com o boletim da escola, hoje, me preocupo com os boletos de contas para pagar” que atire a primeira pedra. Preocupação com pagamento, vencimento, fila do banco para pagar as contas etc., fazem parte do nosso cotidiano. 

Atualmente, com o avanço da tecnologia, vieram as facilidades e praticidades para efetuarmos esses pagamentos, pagar pelo aplicativo do banco, com certeza, é muito mais rápido e prático do que enfrentarmos a fila de um banco para pagar um boleto bancários. Contudo, também vieram os perigos das fraudes em boletos bancários, estelionatários nas mais variadas formas de fraudes desafiam a segurança bancária de todas as instituições financeiras. 

A prática envolve falsificação de cobranças para fazer com que o pagamento vá para a conta bancária do golpista. É cada vez mais comum o envio de notificações de pagamentos atrasados, os golpistas utilizam vários truques que vão desde a manipulação de código de barras até a criação de páginas falsas. 

Ao ser cobrado por uma empresa, o consumidor sempre deve certificar que o boleto não é falso. Nenhum credor faz redução de pagamento de 80% do débito como ocorre nas negociações fraudulentas, este é o atrativo para o devedor de qualquer tipo de boleto. 

Ao acessar um site de compras e ver aquela geladeira que no custo médio é R$ 5.000,00 e nos deparamos com promoção relâmpago do mesmo objeto por R$ 1.000,00, temos que ter a cautela de não estarmos caindo em algum tipo de golpe. 

Antes de efetuar o pagamento é preciso ter certeza que os dados do beneficiário estão completos. A Febraban alerta para o vírus bolware que permite alterar dados dos boletos e recomenda que as pessoas evitem imprimir os boletos. Para evitar ser vítima desse tipo de golpe, a recomendação é solicitar que o emissor mande o arquivo no formato PDF, bem mais difícil de ser adulterado, e manter sempre um antivírus atualizado. Não imprimir o título, utilizando os dados que constam na versão digital, é outra forma de evitar cair nessa armadilha. 

Nem sempre a instituição financeira é a responsável pela emissão do boleto, quando ausentes o nexo de causalidade, além disso, o próprio consumidor pode identificar se o boleto é falso ou não com algumas características simples. 

Cheque sempre os dados do boleto: Veja se os dígitos finais representam o valor do boleto, também verifique ainda se os primeiros dígitos do código de pagamento coincidem com o código do banco que aparece como sendo o emissor do boleto. 

Verifique a origem com o banco e financeira: Se o boleto é emitido por uma loja, pesquise a reputação da empresa em canais de atendimento ao cliente para se certificar que ela existe. Pelo CNPJ do boleto, cheque se ele é real por meio de uma consulta no aplicativo da Receita Federal para smartphone. 

Prefira a leitura automática do código de barras: Em qualquer boleto, prefira sempre ler o código de barras pela câmera do celular ou no caixa eletrônico. Em geral, boletos com linha digitável adulterada não trazem código de barras compatível e precisam forçar a vítima a digitar a sequência manualmente para completar o golpe. Um documento com barras ilegíveis, portanto, têm maiores chances de ser fraudulento. 

Baixe o boleto no site do credor: Sempre que possível, é importante baixar os boletos diretamente no site do banco ou da empresa que está fazendo a cobrança. 

Certifique-se de que o site é seguro e evite wi-fi público: Ao fazer download do boleto no site do credor, evite também se conectar em redes públicas, que são mais suscetíveis a ataques no roteador capazes de falsificar páginas visitadas. 

Engana-se que sempre a instituição financeira será a responsável pelo dano em face do boleto bancário. Em casos como recebimento de boletos pelo whatsapp, vindo de terceiros, nos casos de beneficiário ser diferente daquele que que realmente deveria ser o beneficiário, a falta de cautela do consumidor, podem, sim, ser causas de ausência de nexo causal entre o banco e o dano causado. 

Por tanto, com todo o avanço tecnológico, é necessário cada vez mais ao consumidor atenção redobrada ao efetuar pagamentos com boletos no ambiente virtual a fim de evitar prejuízos. 

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