Por Bárbara Lourenço Barbosa
Inicialmente, é importante explicar o que é a Síndrome de Burnout, ou Síndrome do Esgotamento Profissional. Trata-se de um distúrbio emocional, que desencadeia diversos sintomas físicos, como exaustão, esgotamento físico, dificuldades de concentração, dores crônicas de cabeça, de derrota e desesperança, sentimentos de incompetência, entre outros,consequências de trabalho excessivo e de muita responsabilidade. Traduzindo do inglês, burn quer dizer queima e out, exterior.
A doença é exclusivamente causada por excesso de trabalho e é comum em profissionais que lidam diariamente com a pressão do trabalho e com situações extremas de falta de condições e escassez de tempo. É tão grave, que ganhará, a partir de janeiro de 2022, codificação internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em tempos de pandemia, a tendência é aumentar o número de profissionais que desenvolvem o Burnout, devido a uma ampla competitividade, maiores pressões, metas com prazo apertados, maior rigidez e cobranças mais excessivas, principalmente no caso do trabalho em modalidade home office e das mulheres que possuem jornada dupla, o que causacompleta exaustão física e emocional no trabalhador.
No Brasil, o estresse tem sido apelidado de “doença (ou mal) do século”. Uma pesquisa encomendada pela Microsoft e realizada pela empresa de análises Harris diz que somos, inclusive, donos do maior índice de pessoas que sofrem com a Síndrome de Burnout. De acordo com a pesquisa, 44% dos respondentes disseram que a pandemia aumentou essesentimento de exaustão em relação ao trabalho. O clima de insegurança entre os profissionais da saúde, da educação, da segurança e administração pública, do comércio etc., é tamanho que, é impossível não sentir desgaste com as notícias pessimistas sobre a economia, a política e o comportamento da sociedade em plena pandemia.
O diagnóstico é feito através de consulta com profissionais da saúde, como psicólogos e psiquiatras. Importanteidentificar os sintomas, logo no início, para que não haja agravamento da doença e se tenha uma orientação da melhor forma de tratá-la, o que também pode envolver medicamentos (antidepressivos e/ou ansiolíticos).
Mas nem tudo está perdido, pois há diversas formas de prevenir os sintomas como, por exemplo, ter definidos osobjetivos na vida profissional e pessoal, praticar atividades físicas regulares, participar de atividades de lazer comamigos e familiares, evitar consumo de drogas (álcool, tabaco, etc.), conversar com alguém de confiança sobre o que se está sentindo. Gerenciar as emoções é extremamente necessário para a prevenção ou tratamento do estresse.