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TENDÊNCIAS DO SETOR JURÍDICO PARA INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS 2025:

O que esperar e como se preparar.

Palavras-chave: tendências jurídicas 2025, instituições financeiras, compliance bancário, direito
regulatório, direito bancário, regulamentações financeiras, inovação no setor financeiro, ESG
bancário, planejamento jurídico, advocacia financeira.
Um cenário cada vez mais dinâmico e tecnológico impõe ao setor jurídico desafios
inadiáveis, exigindo criatividade, investimento e capacidade de adaptação aos escritórios de
advocacia, aos quais o futuro já chegou. Ou seja, o futuro não é mais uma abstração distante.
Ao contrário, se coloca diante hoje, exigindo atenção imediata.
Inquestionavelmente, com a rapidez do desenvolvimento de tecnologias, se torna

difícil realizar um planejamento de longo prazo, tornando desafiador o cenário jurídico-
bancário.

Isso porque os avanços tecnológicos nesse setor tendem mais assertivos, havendo uma
linha cada vez mais tênue entre empresas de tecnologia e tecnologia focada exclusivamente
na área jurídica.
É sob esse prisma que o ano de 2025 deve ser analisado, de forma propositiva e
inovadora, superando desafios que perpassam a relação escritório-banco-cliente.

1- PERSPECTIVAS E TENDÊNCIAS JURÍDICAS PARA INSTITUIÇÕES FINANCEIRA EM 2025:

A principal tendência – talvez o maior desafio na advocacia no ano de 2025 –, será o
aprimoramento de ferramentas tecnológicas que sejam capazes de atender à necessidade de
analisar grande volume de informações de maneira sofisticada.
Esse caminho necessariamente perpassar pela automação com capacidade de gerar
documentos, contratos, e demais tarefas que sejam repetitivas de maneis ágil, reduzindo o tempo e
acelerando a produtividade.
Aliado à Inteligência Artificial (IA) com alto poder de precisão na análise de precedentes e
padrões de julgados, de modo a prever resultados, bem como indicar estratégias.


    Não se pode esquecer que, com o surgimento de novas tecnologias, igualmente novas áreas
    de prática jurídica estão surgindo, influenciando os avanças na Legislação de Proteção de Dados,
    por exemplo.
    Ainda nesse espeque, há o premente desafio de aperfeiçoamento de plataformas de Gestão
    Jurídica, havendo necessidade de reduzir drasticamente a possibilidade de erros no gerenciamento
    de prazos, compromissos, publicações e finanças.
    Esse aparelhamento tecnológico, sem dúvida, garante a qualidade do serviço prestado. Mas é
    o marketing digital de ponta que será capaz de atrair novos clientes, proporcionando o crescimento
    do escritório que estiver alinhado a essas tendências.
    Por fim, não se pode deixar de registrar que será de fundamental importância a capacitação
    de operadores do direito para lidar com essas transformações tecnológicas e aprender a operá-las
    de maneira a reduzir o tempo empregado em cada tarefa.

    REGULAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS E IMPLICAÇÕES NO DIREITO BANCÁRIO
    CONSUMERISTA:

    No que tange ao direito regulatório, sem dúvida se assistirá a um aumento exponencial da
    regulação aplicada às instituições financeiras, sobretudo em função dos riscos envolvendo
    operações digitais, que tendem a se tornar cada vez mais complexas.
    Fato é que, as operações cada vez mais virtuais e complexas geram alto risco para as
    instituições financeiras, e sobretudo prejuízos decorrentes de um passivo expressivo ocasionado
    por ajuizamento de ações no Poder Judiciário, o que possui implicações, inclusive, no PIB nacional,
    tendo em vista o impacto na economia.
    De fato saber como gerar valor sem comprometer os preços é, sem dúvida, uma inquietação
    para a maioria dos profissionais.
    O investimento em proteção de dados e tecnologias de segurança invioláveis são os grandes
    desafios das instituições financeiras para redução de passivos, cujos prejuízos decorrem de golpes
    de engenharia social que afetam uma cadeia de atores da economia.
    Dessa forma, é de primeira ordem a necessidade da regulação, crucial para a estabilidade do
    próprio sistema financeiro.

    3- ESG: PLANEJAMENTO JURÍDICO E DIGNÓSTICO DE RESULTADOS.


      Além dos desafios decorrentes da implantação e aprimoramento das inovações tecnológicas
      em favor da aceleração da produção, garantia de resultados e manutenção da competitividade no
      setor jurídico, o nível de sustentabilidade de uma organização se tornará cada vez mais importante
      para a relação escritórios-instituições financeiras.
      Essa gestão de relacionamento com o cliente se traduz no desafio de manter o contrato ativo
      dos clientes mais importantes em paralelo à captação de novos clientes e gerir os riscos decorrentes
      desses contratos. Além de trazer a responsabilidade de manter a qualidade do serviço já prestado,
      e a importância de demonstrar expertise de atuação em novas demandas, especialmente na
      construção de precedentes jurisprudenciais acerca de temas com os quais o Poder Judiciário não
      está ainda familiarizado.
      Dessa forma, escritórios de advocacia precisarão implementar indicadores de
      sustentabilidade, definindo métricas para esse campo a fim de capturar índices de conquistas e
      melhoramentos nesse campo.
      Essa trilha envolve em definir novas regras de governança, bem como normatizar estratégias
      de gestão de terceiros, bem como apoio em projetos relacionados à compliance, direitos humanos e
      projetos ambientais, além de traçar objetivos no que concerne à proteção de dados e à
      sustentabilidade financeira do negócio.
      Para alcance dos melhores resultados, deve-se ter um “olhar” especial para base de dados
      bem coletada a fim de se alcançar a compreensão com maior praticidade e riqueza de detalhes da
      realidade, sendo, só assim, possível traçar estratégias para objetivo de curto, médio e longo prazos,
      se tornando mais fácil propor soluções na agenda ESG.
      No atual e desafiador cenário – em que se tem pouco ou nenhum precedente – a
      adaptabilidade torna-se crucial para a sustentabilidade das organizações.
      Ainda é premente a importância que o compliance jurídico esteja implementado a fim de que
      sejam criadas políticas e procedimentos internos, com foco em capacitação e treinamento de
      colaboradores, assim como à avaliação de riscos, monitoramento da empresa e implementação de
      canal de denúncias, de modo a garantir a sustentabilidade do negócio.
      Por fim, sem dúvida, um departamento jurídico alinhado com as práticas ESG auxilia a
      empresa a se adequar às conformidades regulatórias, cooperando, inclusive, para que se torne uma
      referência em termos de sustentabilidade organizacional.

      CONCLUSÃO:
      À medida que 2025 se aproxima, é essencial que empresas e profissionais do direito estejam
      preparados para enfrentar novas tendências que estão em constante evolução, o que envolve a
      adaptação às novas tecnologias, como ferramentas de gestão jurídica, bem como ao aprendizado de
      implementação e operacionalização de inteligência artificial, e, por fim, à necessidade de um
      marketing digital bem elaborado e com perspectiva de crescimento diferenciada e pensada para o
      futuro próximo.

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